Investidas da defesa
A defesa do senador Flávio Bolsonaro realizou quatro tentativas distintas para retirar o ministro Flávio Dino da relatoria das investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os advogados do senador buscavam transferir o caso para o ministro André Mendonça, sob o argumento de que ele já centraliza outros procedimentos correlatos ao Banco Master e à produção audiovisual.
A disputa pela relatoria
Documentos revelados após a quebra de sigilo indicam que os pedidos foram protocolados entre 3 e 29 de julho deste ano. A defesa alegou a existência de uma suposta “prevenção artificial”, sustentando que o caso foi distribuído a Dino por meio de uma manobra nas regras de competência do STF. Os advogados enfatizaram que, dos seis processos em curso no tribunal sobre o tema, cinco já estão sob a relatoria de Mendonça.
O centro das suspeitas
O caso Dark Horse tornou-se um dos pontos mais críticos das investigações recentes. As autoridades apuram o possível uso de emendas parlamentares para financiar a produtora do filme, além de suspeitas graves como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, peculato e organização criminosa. Flávio Bolsonaro nega veementemente o uso de recursos públicos na obra.
Operação da Polícia Federal
A tensão jurídica ocorre em paralelo a desdobramentos práticos. Recentemente, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão contra alvos ligados ao esquema, incluindo o ex-secretário da Cultura, Mario Frias. A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, focou na movimentação milionária entre empresas e na destinação irregular de emendas, mantendo o caso sob a alçada do ministro e frustrando as tentativas de redistribuição da defesa do senador.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

