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ONU aprova novo mapa-múndi para corrigir distorções históricas no tamanho dos continentes

Brasil e Mundo

Adeus, Mercator: O mundo finalmente ganha as proporções reais

Durante séculos, a forma como visualizamos o planeta esteve presa a uma distorção. Desde o século 16, a clássica projeção de Mercator encolheu a África, a América do Sul e o Sul da Ásia, dando uma visão desproporcional do tamanho real das massas de terra. Essa trajetória mudou nesta sexta-feira (4), após a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovar, por ampla maioria, a iniciativa intitulada “Corrija o mapa”.

Justiça cartográfica e histórica

Com o apoio de 164 países, a resolução liderada pelo Togo busca instaurar uma representação mais justa e científica do globo. Apenas os Estados Unidos votaram contra a medida, que promete reformular materiais educacionais e oficiais em todo o mundo. Para o ministro das Relações Estrangeiras do Togo, Robert Dussey, a mudança transcende a geografia: trata-se de um movimento por dignidade e equidade, buscando reparar visões distorcidas que moldaram o imaginário coletivo por gerações.

A era do modelo ‘Terra Igual’

O foco agora é a adoção da projeção denominada “Terra Igual”, considerada o modelo que melhor respeita as dimensões reais dos continentes. A União Africana, principal articuladora da proposta, defende que a cartografia não é apenas um dado técnico, mas uma ferramenta cultural poderosa. A correção dos mapas, segundo a ONU, é um passo necessário para promover a justiça cognitiva e eliminar vieses históricos que, por muito tempo, reforçaram desigualdades estruturais no cenário global.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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