Compromisso ambicioso e a necessidade de resultados
Após a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada na Mongólia, o Brasil está sob os holofotes. O país se comprometeu a restaurar 163 mil quilômetros quadrados de terras degradadas até 2030, uma meta celebrada pela comunidade internacional, mas que agora enfrenta o desafio da execução real. Especialistas alertam que o prazo é curto e que o discurso precisa ser convertido em ações concretas para garantir a segurança alimentar e hídrica.
O papel da sociedade na fiscalização
Para a Rede para Restauração da Caatinga (ReCaa), o momento é de vigilância rigorosa. O conselheiro executivo Pedro Sena destaca que a sociedade civil deve monitorar o cumprimento dessas promessas ano a ano. Paralelamente, especialistas sugerem medidas estruturais, como a regulamentação da Lei de Recuperação da Vegetação da Caatinga e a criação de uma Secretaria Especial dedicada ao combate à desertificação com status de ministério.
Nordeste busca protagonismo na preservação
A Caatinga ganhou destaque central nas discussões da COP17. O Consórcio Nordeste firmou um memorando de entendimento com a UNCCD, buscando ampliar o acesso a tecnologias e investimentos internacionais para o semiárido. A expectativa é que essa cooperação técnica impulsione o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, tornando a região uma referência global em resiliência climática e manejo sustentável do solo.
Detalhamento das metas
A iniciativa faz parte do compromisso global de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN). O Brasil busca estabilizar a qualidade das terras, considerando o cenário de 2020, quando mais de 55 milhões de hectares apresentavam tendência à degradação. O plano estratégico engloba a recuperação de vegetação nativa, o fortalecimento de sistemas agroflorestais e a proteção de bacias hidrográficas e territórios indígenas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

